quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Nazistas condenados pelo Tribunal de Nuremberg



Nazistas condenados pelo Tribunal de Nuremberg são executados

→ Em 16 de outubro de 1946 foram executadas em Nuremberg dez penas de morte contra representantes do regime nazista. Também condenado, Hermann Göring, o “nazista número 1”, havia se suicidado na véspera.

→ Três cadafalsos foram instalados no presídio de Nuremberg para a execução, na manhã de 16 de outubro de 1946, de dez penas de morte contra representantes do regime nazista.

→ Conspiração, crimes contra a paz, crimes de guerra e crimes contra a humanidade – sob essas quatro acusações, os aliados resumiram os infindáveis crimes cometidos pelos nazistas.

→ Durante quase um ano, entre novembro de 1945 e outubro de 1946, o Tribunal Militar Internacional reuniu-se em Nuremberg para o julgamento de criminosos nazistas, após a Segunda Guerra Mundial. Nos 218 dias do processo, foram ouvidas pelo Tribunal 236 testemunhas. Cinco mil documentos foram recolhidos e analisados.

→ Em outubro de 1946, pronunciou-se o veredicto final contra 22 representantes do alto comando da Alemanha de Hitler. Hermann Göring, antigo marechal do regime, foi considerado pelos aliados como o “nazista número 1”, após Hitler, Himmler e Goebbels terem cometido suicídio.

→ Além de Göring, outros onze acusados foram condenados à morte, entre eles os ex-ministros do Exterior, Joachim von Ribbentrop, e do Interior, Wilhelm Frick, e o ex-chefe de recrutamento de trabalhadores forçados, Fritz Sauckel. À pena máxima foram condenados ainda dois militares do alto escalão do regime nazista: Alfred Jodl e Wilhelm Keitel, chefe do Alto Comando das Forças Armadas.

→ Além das 12 penas de morte, o Tribunal condenou sete nazistas à prisão; em três casos, perpétua. Albert Speer, arquiteto preferido de Hitler e seu assessor, que durante a guerra tornou-se ministro de Armamentos e Munição, recebeu 20 anos de cadeia. Ele foi um dos poucos a confessar sua culpa, distanciando-se explicitamente do regime nazista. Sob protestos dos membros soviéticos do Tribunal, três dos acusados foram absolvidos.

→ Ao encerrar os julgamentos, o Tribunal de Nuremberg salientou: “Hitler e seu sistema provocaram um sofrimento enorme, além de privação e miséria, entre o povo alemão. Com o final desse processo, Hitler será desprezado e condenado como um dos autores desse infortúnio. O mundo, no entanto, deverá aprender do ocorrido que ditaduras como formas de Estado deverão não apenas ser odiadas, mas também temidas”.

→ Das 12 penas de morte, apenas 10 foram executadas. Martin Bormann, o assessor mais próximo de Hitler em seu primeiro quartel-general, estava desaparecido, sendo julgado à revelia e condenado à morte.

→ Hermann Göring suicidou-se na véspera do dia 16. Quando os seguranças do presídio perceberam que ele mantinha-se estranhamente imóvel deitado sobre seu banco, chamaram seus superiores e um médico. Este constatou a morte de Göring por envenenamento. Nunca foi esclarecido quem lhe entregou o veneno.


Os corpos dos 11 nazistas executados












Fotos da revista Planeta*

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E onde tudo começou...


*Revista Planeta, novembro de 1972, na matéria “Onze viajantes nas trevas”, alertando sobre a ascensão do nazismo na Europa. A reportagem lembrava que estes homens, enforcados, construíram os anos mais sombrios da história do mundo. A volta daquele espírito representaria o retorno da opressão, do terror, da escravidão e o total desprezo pela vida e pela cultura do homem.




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