domingo, 4 de junho de 2017

Os amantes de Florisbela



Três amigos, em tom grave,
elogiam Florisbela.
Pois todos três têm a chave
da porta do quarto dela.

Se todos três têm a chave
da porta do quarto dela,
não vejo nisso entrave:
eu entro pela janela.

Assim com tanto freguês,
num condomínio incomum,
se são quatro em vez de três,
por que não cabe mais um?

Se essa moça tão airada
aceita tanto freguês,
mais um unzinho não é nada:
eu vou completar os seis.

Com sete rondando a sala,
e nenhum deles sendo modesto,
eu vou fugir dessa raia
para não apanhar o resto.

Nestas quadrinhas singelas,
Nada há de novo para mim:
afinal, as Florisbelas, *
todas elas são assim. *

*Versos de uma marchinha de carnaval:

Florisbela

Nássara e Frazão

(Gravada em 1939 por Silvio Caldas)*

Entre uma rosa amarela,
Um cravo branco e um jasmim,
Encontrei a Florisbela,
Entre as flores de um jardim.
Implorei um beijo dela,
Ela nem olhou pra mim,
Afinal as flores belas,
Todas elas são assim.

Vendo que nada arranjava,
Eu dei o fora por mim,
E a Florisbela,
Quando viu que eu me afastava,
Correu atrás de mim,
Afinal, as Florisbelas,
Todas elas são assim.


*Gravação disponível na Internet.


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