segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Verdades sobre Fernando Pessoa

(Revista Isto É, março de 2011)


(homenzinho de óculos e bigode)

Desenho feito por Almada Negreiros poucos dias depois da morte de Fernando Pessoa, em 1935. Foi comprado da sobrinha de Ofélia, a paixão do poeta.


Ofélia Queirós, a paixão do poeta.


Maria das Graças Queirós, a sobrinha de Ofélia, se dispôs a vender o desenho ao escritor brasileiro José Paulo Cavalcanti, autor da recente obra “Fernando Pessoa – Uma Quase Biografia” (Record), ao ouvir de Cavalcanti o episódio de seu encontro com um sósia do artista. Ele, Cavalcanti, não hesitou: começou a seguir o homem que desapareceu correndo pelas ruas de Lisboa. Maria das Graças não teve dúvida: era um sinal de boas-vindas ao brasileiro.

Verdades agora descobertas sobre Fernando Pessoa

Acreditava-se que...

1) A famosa tabacaria que inspirou Pessoa em um de seus mais geniais poemas ficasse diante de sua casa e se chamasse A Morgadinha.

2) Fernando Pessoa tivesse morrido de cirrose devido ao seu alcoolismo.

3) O poeta colocasse nomes aleatórios nos personagens de seus poemas.

Agora se sabe que...

A tabacaria ficava diante de um escritório no qual ele trabalhava em traduções e se chamava Havaneza dos Retroseiros.

Ele morreu de uma doença no pâncreas que nada tem a ver com álcool.

Todos esses nomes se referem a pessoas que conviveram com o poeta.


O significa dos pedidos para beber


O poeta Fernando Pessoa começava a beber nas mercearias pela manhã. Segundo o octogenário e aposentado Carlos Bate-Chapa. Ele explicou a Cavalcanti o significado dos pedidos cifrados do escritor: “Sete” era o vinho de sete tostões, servido em copo grande e escuro para disfarçar o alcoolismo; “286 era, por ordem, caixa de fósforos (dois tostões), cigarros (oito tostões) e um cálice de macieira brandy (seis tostões).


Fernando Pessoa, sem chapéu, em 1928.


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